Município decretou estado de calamidade em
decorrência da seca (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Os shows artísticos estavam previstos para ocorrer na semana do Natal, com apresentações em praça pública de artistas como Dorgival Dantas, Reginaldo Rossi, Banda Deixe de Brincadeira e Guilherme Dantas. Os custos da festa não seriam totalmente do Município, já que o Estado, através da Fundação José Augusto (FJA), liberou por convênio a quantia de R$ 75.000,00. A Prefeitura de Jucurutu entratia com uma contrapartida no valor de R$ 55.000,00.
Foram apontados, ainda, indícios de que afora estes gastos podem ocorrer outros com montagem de som, palco, iluminação, combustível, o que eleva, ainda, os custos para a Prefeitura, a qual não esclareceu nas informações como seriam custeadas tais despesas. A decisão atendeu a pedido formulado pelo Ministério Público em ação civil pública, que busca dar efetividade a uma recomendação expedida no mês de junho deste ano pelo Procurador Geral de Justiça, pelo Procurador Regional Eleitoral, pelo Procurador Geral do Ministério Público junto ao Tribunal da Contas e pela Procuradoria da República no Rio Grande do Norte.
Na ação, demonstra-se a situação crítica que se encontra a zona rural do Município e que se desconhece atuação ou programa específico da própria Prefeitura para dar suporte real ao homem do campo para conviver com a seca e dar apoio à produção rural. Explicou-se que a agricultura de subsistência e o ciclo econômico do gado de leite e derivados deste município é a principal atividade econômica da zona rural, que encontra-se devastada pela estiagem, que é considerada a pior dos últimos 30 anos. Até o abastecimento humano da zona urbano encontra-se em risco dado a exaustão do sistema de abastecimento, que é dos anos 70 e não foi aperfeiçoado.
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