Os pais acompanharam o depoimento do jovem e se mostraram inconsoláveis com o desfecho do desaparecimento da filha. O que mais chocou a polícia, foi o fato de Christian manter contato com a família de Bárbara durante toda a noite e madrugada, e dizer que não sabia sobre o paradeiro da menina e ainda demonstrar preocupação.
Segundo a família, a jovem trabalhava como vendedora em Vila Velha e não voltou para casa após o trabalho, na segunda. A família procurou a polícia por conta do desaparecimento, e foi informada sobre a morte na manhã desta terça.
Em depoimento, Christian contou que ele e Bárbara namoraram durante 1 ano e 3 meses, mas que o namoro terminou um pouco antes do Carnaval. O motivo foi o vazamento de fotos semi-nuas da jovem na internet. Revoltada que as imagens foram parar nas mãos de desconhecidos, e alegando que só havia enviado as fotos para o namorado, a jovem terminou o relacionamento. Desde então, os dois começaram a discutir frequentemente.
No entanto, de acordo com o rapaz, a ex-namorada retornou ao local por volta das 19 horas, mas outra discussão aconteceu. Nervosa, a menina disse que não queria continuar a conversa, e citou que “o atual namorado iria buscá-la”. A família da moça diz desconhecer um novo namorado de Bárbara.
Transtornado com a informação, Christian disse ter surpreendido Bárbara, que tinha lhe dado as costas, e a esganou. Com o ato, ela desmaiou, e ele acreditou que a ex-namorada estava morta. Ele então arrastou o corpo da menina para dentro da obra, e permaneceu ao lado dele até às 22 horas.
Christian relatou à polícia que, em um determinado momento, saiu da obra para comer um churrasquinho e um guaraná. Ele se alimentou ao lado do corpo da ex-namorada e ao perceber que Bárbara se mexeu, Christian pegou uma cavadeira de obra e a golpeou na cabeça. Por volta de 2 horas, confessou o rapaz, ele abriu uma caixa de papelão no porta-malas de seu carro, colocou o corpo da ex-namorada e levou para a Rodovia Darly Santos, onde a abandonou.
No início da noite desta terça-feira, a polícia fez a uma simulação do crime, na obra onde Bárbara foi assassinada. Christian Cunha esteve presente e não demonstrou nenhum traço de emoção, chocando a polícia.
(Com informações de Rhuani Maia, Mayra Bandeira, Glacieri Carrareto e João Carlos Fraga)http://gazetaonline.globo.com

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