- O caso aconteceu por volta das 11 horas. Eu estava registrando, para uma revista americana, os torcedores argentinos acampados e, quando mirei a câmera nesse grupo, o cara começou a fazer gestos de macaco para mim. Os outros ficaram rindo - contou Carlos, que acrescentou: - Imediatamente, eu comecei a fazer fotos da ação deles.
Ao ser provocado, Carlos conta que se aproximou do grupo e explicou a eles que, no Brasil, aquela conduta era considerada crime de racismo. Em resposta, os “hermanos” explicaram que estavam apenas fazendo uma brincadeira comum dos argentinos com os brasileiros. Depois disso, o fotógrafo comunicou o incidente a um guarda municipal que estava no local.
- Ele não tinha visto a cena, mas mostrei minhas fotos para ele. O guarda se aproximou do grupo e pediu para eles se comportarem e que não fizessem mais aquilo. Em seguida, os argentinos se desculparam pela “brincadeira” e, segundo Carlos, chegaram a se ajoelhar para pedir perdão.
- Depois das desculpas, eu relevei a situação e continuei a fazer o meu trabalho - explicou o brasileiro, que acrescentou no Facebook: “A foto fala mais que mil palavras. Enfim, ele (o argentino que fez a provocação racista), depois, pediu perdão, mas isso não é o caso. Eles estão aqui em solo brasileiro, não respeitam o nosso trabalho e debocham o tempo todo. Não são todos, é a minoria”. Carlos preferiu não fazer um registro de ocorrência sobre o caso.
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