
Ministros do STF sinalizaram a interlocutores que devem agir caso o TSE não puna o vídeo de Jair Bolsonaro feito com inteligência artificial, exibido na convenção que lançou Flávio Bolsonaro à Presidência.
Segundo três magistrados ouvidos pela coluna de Bela Megale, do O Globo, a avaliação do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, de que a tecnologia é lícita quando não prejudica ninguém, pode abrir precedente. Sem punição, dizem, haveria um “libera geral” para a ferramenta, e o tema chegaria ao Supremo por reclamação. Para eles, o material é deep fake, prática vedada durante o pleito.
Ministros das duas cortes apontam que o uso sistemático desse conteúdo pode configurar abuso de poder, com risco de cassação da chapa, embora o vídeo isolado não tenha esse alcance. Aliados de Flávio apostam que Nunes Marques não enquadrará o material como deep fake.
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