Por Sérgio Costa / Foto: Sérgio Costa
Rafael Pêpo, como era mais conhecido, envolveu-se ainda cedo com algumas amizades que o levaram a cometer pequenos delitos. Em pouco tempo passou a ser alvo da polícia em várias ocasiões. Crimes de assaltos, sequestros relâmpago e arrombamentos de caixas eletrônicos eram atribuídos a ele. Rafael fazia exatamente aquilo que não precisava fazer.
Por outro lado, a família do rapaz tentava de todas as formas afastá-lo do mundo de crimes. Os encontros com os pais e com a irmã, Rafaela Lima, eram sempre marcados por conselhos, promessas de mudança e, principalmente, por chances de abandonar de vez o que fazia.
"Nós fazíamos de tudo. Meus pais deram de tudo para ele largar essas coisas. Até a faculdade de Direito que ele tanto queria. O meu irmão não era uma pessoa do mal, ele tinha suas falhas, mas não queria o mal de ninguém. A morte dele serve de alerta para a juventude de hoje", desabafou Rafaela, em entrevista ao Portal BO.
De acordo com policiais da Deicor (Divisão especializada em investigação e combate ao crime organizado), Rafael e outros quatro homens tinham tentado assaltar um comércio em Coronel Ezequiel e estavam em Santa Cruz para realizarem um arrombamento a um caixa eletrônico. O grupo foi surpreendido e, segundo a polícia, atirou contra a equipe de investigadores.
Apesar de reconhecer a legitimidade da vida pregressa de Rafael, a irmã dele prefere aceitar o final trágico do jovem de uma forma menos dolorosa. Segundo ela, daqui pra frente a família irá se dedicar a trabalhos de orientação para jovens em escolas e grupos religiosos. "Temos que usar para algum fim o que de alguma forma a vida nos ensinou ao longo desses anos, para que pessoas como Rafael não tenham o mesmo fim que ele teve", comentou.
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