O Hospital da Polícia Militar coronel Pedro Germano, localizado na avenida Prudente de Morais, corre sério risco de paralisar o atendimento na maternidade. Diariamente oito partos deixam de ocorrer na unidade por falta de plantonistas. Sem previsão de concurso público da Polícia Militar para o hospital, por limite prudencial do Governo, a direção da unidade suplica por atenção especial para o hospital que possui 13 leitos maternos e seis de UTI neonatal.
Adriano Abreu
A UTI neonatal tem seis leitos. A pediatra de plantão, Tânia Mariuoka, afirma que a procura pelo atendimento é frequente no local
Dos seis médicos obstetras, um está de licença médica e outro de férias. Os pediatras somam apenas cinco. "Essa equipe precisa se dividir em plantões de 12h, quando em cada plantão deve existir uma equipe mínima composta por dois médicos obstetras e um pediatra", diagnosticou o diretor do Hospital da PM, coronel Kléber Farias Cavalcanti, na tarde desta quinta-feira.
A unidade, que já contemplava a maternidade na época da fundação há 49 anos enfrenta hoje a pior crise de recursos humanos da história do hospital, já que o último concurso público foi realizado há 12 anos. Desde então a redução do quadro é constante. Dentro de dois meses, outro obstetra vai desfalcar o quadro pelo mesmo motivo de aposentadoria.
Em visita à unidade na tarde de ontem a equipe de reportagem constatou que a maternidade possui boas condições de receber parturientes, que muitas vezes são transferidas de municípios distantes.
A falta de médicos na unidade pode agravar ainda mais a delicada situação da quantidade de leitos de UTI neonatal da capital. Na tarde de ontem, os seis leitos do Hospital da PM estavam ocupados e de acordo com a pediatra neonatologista Tânia Mariuoka, a solicitação por leitos é constante e por isso sempre estão ocupados. Em todo Rio Grande do Norte existem apenas 47 leitos de UTI neonatal.
TNonline
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