06 abril 2012

Uma multidão lota as principais avenidas de São José de Mipibu na sexta-feira da Paixão


A Paixão de Cristo é a história mais contada de todos os tempos. Em todas as línguas e em todas as épocas foi narrada e relida de diversas formas. Encenada, pintada e cantada pelos maiores e mais brilhantes artistas da história ocidental.

Por que essa história ainda traz tanta comoção e interesse? Talvez, por que nela estejam contidas todas as inquietações que fundamentam e inspiram a vida humana. Vida e morte, dor e alegria, coragem e covardia, fidelidade e traição.

Virtudes como amor ao próximo, perdão, fé, justiça, solidariedade e tantas outras, também integram a narrativa que mais inspirou nossa arte e nossa cultura até nossos dias, servindo como referenciais para nossas ações cotidianas.

Nela, vemos refletida nossa vida, nossas angustias , nossos sofrimentos e também nossa capacidade de amar e de ter esperança.

A ideia de que o criador do mundo se compadece de nós e vem viver a nossa vida, eleva nossos sentidos e nos aparta da solidão.

A compaixão de Deus por nós inspira nossa compaixão para com o nosso próximo, e através dela, coloca
Deus a nossa porta, sentado a nossa mesa, chorando as nossas dores e partilhando nossas alegrias, mesmo nas pequenas coisas.

É isso que nossa história quer retratar. Através dos bastidores da vida dos personagens que compõem essa história apresentamos seus sonhos e angustias, suas ambições e temores e, por meio deles, as escolhas que decidiram a vida do homem que se tornou o modelo daquele que viveu e morreu por amor. 

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