07 fevereiro 2013

Desastre ambiental assusta população e provoca mal estar em Lagoa Nova


Nos últimos dias, os habitantes da zona urbana do município de Lagoa Nova tem sentido no ar uma novidade nada agradável. Às margens da lagoa que deu origem à cidade, milhares de peixes mortos estão apodrecendo e outros tantos agonizam tentando sobreviver. 

O cenário é catastrófico e impressiona pelas proporções.A poluição e o abandono da lagoa é um risco eminente à saúde pública. Além do mau cheiro, os peixes em decomposição podem ocasionar a transmissão de doenças. Mesmo assim presenciamos crianças brincando nas margens da lagoa em companhia de dezenas de urubus que se juntaram para se alimentar das carnes podres.


De acordo com o é médico veterinário e gestor ambiental lagoa novense João da Mata Bezerra, o fenômeno é ocasionado pela alta salinidade da água e pela escassez de oxigênio devido à elevada evaporação por causa da seca prolongada que assola o nordeste brasileiro. De acordo com uma análise feita anos atrás pelo Idema e pela Secretaria do Estado de Recursos Hídricos, a água da lagoa é super salina e, portanto, imprópria para o consumo humano.

A salinidade mede a quantidade de sais dissolvidos nas águas que é maior no verão e menor no inverno. A evaporação pode aumentá-la enquanto que as chuvas costumam diminuir esse percentual.
“Algo parecido tinha sido visto apenas nos anos oitenta quando muitos peixes foram dizimados”, conta o biólogo que conhece bem o lugar e o frequenta desde criança. Como há dias a chuva não chega na Serra de Santana o nível da lagoa diminuiu consideravelmente e por consequência a quantidade de oxigênio também.

Fonte e foto: COMUNICADOR DO POVO

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