
Sete feridos foram levados para o Hospital Geral, mas não correm risco de morrer. Atingidos por pedras, dois policiais militares também tiveram ferimentos leves. Os mortos, em sua maioria presos acusados de estupro, foram amarrados a colchões e queimados vivos.
Os corpos, ainda não identificados, foram encaminhados para o IML de Porto Seguro. Por volta das 17h30, a rebelião foi contida por cerca de 60 policiais. A ala onde ocorreu a rebelião foi totalmente destruída e queimada.
.jpg)
'Cerca de 350 presos quebraram o pátio todo. Precisamos entrar para o estrago não ser maior. Tivemos apoio dos Bombeiros, pois eles queimaram muitos objetos’, disse o major Cléber. Uma funcionária da direção do presídio, que não quis se identificar, informou que a unidade está com cerca de 600 detentos – a capacidade é para 456 internos.

'Eles depredaram a unidade, matando friamente, queimados, seis internos. Todos que morreram tinham rivais e estavam na cela conhecida como seguro, arrombada na rebelião. Pelos menos dois não são estupradores', declarou Paixão.
O juiz da Vara de execuções penais de Eunápolis, Otaviano Andrade Sobrinho, e a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil na cidade, Roberta Tutrut, tentaram em vão negociar uma rendição dos presos antes de a polícia determinar a ocupação do local.
Segundo Roberta, os presos não chegaram a apresentar nenhuma reivindicação nem explicaram as razões da rebelião. Familiares dos detentos recebiam ligações dos detentos, relatando a situação no conjunto penal.
.jpg)
'Nosso papel foi a utilização da força no sentido de conter a violência dentro do presídio. Usamos meios não letais, incialmente, granada e outros artefatos com muita segurança. A situação era crítica. Fogo, fumaça, vários corpos, mas conseguimos controlar e debelar a crise', falou o major Anacleto França, comandante da CIPE-Mata Atlântica.
Fonte Radar64