O jornalista Roberto Guedes, 60 anos, está internado em Natal após ser vítima de agressão na noite desse sábado (15), no município de Caiçara do Rio dos Ventos. Ele teve o veículo cercado por um grupo de pessoas que, segundo ele, seria ligadas politicamente a desafetos de Guedes. Os agressores apedrejaram o veículo da vítima e uma dessas pedras quebrou o braço de Roberto Guedes.
Valdir Julião/Celular
O jornalista Roberto Guedes sofreu um atentado em Caiçara do Rio dos Ventos
O jornalista afirma que vinha sofrendo ameaças há alguns dias, inclusive de morte, por publicar notícias e comentários que contrariavam um candidato.
Em entrevista esta manhã ao jornalista Valdir Julião [Tribuna do Norte], Roberto Guedes relatou o episódio e os momentos de tensão. Ele passou por uma cirurgia exploratória, no braço, mas deve se submeter a mais um procedimento reparador neste domingo (16).
Na versão apresentada pelo jornalista, houve duas situações de agressão. A primeira em um posto de combustível, onde supostamente foi abordado por correlegionários dos desafetos, que teriam cercado seu veículo enquanto proferiam insultos a Guedes. A agressão física ocorreu quando Roberto Guedes estava em frente à residência dele, onde mais uma vez foi cercado.
Roberto Guedes conta que foi perseguido pelos agressores em outros veículos através da rodovia federal BR 304, em direção a Natal. Quando aproximou-se à barreira da Polícia Rodoviária Federal, naquele município, foi obrigado a entrar numa contramão para ter acesso ao posto policial. Um patrulheiro, segundo ele, já estava com arma em punho para abordagem porque recebera denúncia de que Roberto havia atropelado uma pessoa e fugido sem prestar socorro.
O grupo que vinha em perseguição ao jornalista passou pela barreira fixa da PRF. Roberto Guedes prestou queixa na delegacia de Plantão da Zona Sul de Natal na noite de sábado (15). As supostas ameaças recebidas pelo jornalista motivaram Guedes a procurar a promotora da Comarca que atende ao município de Caiçara do Rio dos Ventos, Juliana Alcoforado.
Logo após a agressão, tentou prestar queixa na delegacia da cidade por volta das 20h30, mas não conseguiu porque o efetivo foi destacado ao policiamento de rua face à mobilização política naquele horário.
TRIBUNA DO NORTE
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