O Ministério Público (MP) havia solicitado ao Judiciário que o procedimento fosse arquivado mesmo sem a conclusão das investigações da Polícia Civil. Odete Hoffmann Prá admitiu em depoimento ter matado o bandido depois de ele invadir o apartamento onde ela mora sozinha, na esquina das Rua Do Guia Lopes e Sinimbu.
O arquivamento encerra, em âmbito judicial, as especulações de que Odete não seria a autora dos tiros contra o invasor. Essa tese chegou a ser investigada porque o teste residuográfico feito na idosa não encontrou vestígios de chumbo, bário e antimônio. Os dois metais e o semimetal podem ser encontrados na pele que quem atira com uma arma de fogo. Conforme análise do Instituto-Geral de Perícias (IGP), o projétil retirado do corpo do assaltante também não teria sido disparado pela arma que Odete alega ter usado.
O delegado Joigler Paduano havia solicitado à Justiça a exumação do cadáver do homem para a retirada de um projétil que ainda estaria no corpo. A intenção era fazer uma nova perícia com o revólver calibre 32 que Odete afirma ter disparado. O pedido, no entanto, foi negado pelo Judiciário. Para a promotora Sílvia Regina Becker Pinto, a versão da aposentada sobre a reconstituição do crime, feita em abril passado, é compatível com o que foi apurado pela polícia.
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